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Amor Próprio.

  • Foto do escritor: AndréLuiTerapiaHolística
    AndréLuiTerapiaHolística
  • 13 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

Algumas filosofias afirmam que desde o momento em que saímos da barriga da nossa mãe, temos o primeiro choque de separação. Desde então sentimos medo: de não termos nossas necessidades atendidas; de não sermos amados. A partir daí nasce a carência afetiva, que é talvez o maior mal da humanidade. Por causa dela, nós nos tornamos especialistas em criar estratégias para receber amor.


Nós estamos sempre tentando forçar o outro a nos amar e, quando não somos amados (pois é impossível que nossas expectativas sempre sejam atendidas), nós sofremos e criamos mecanismos de proteção que se traduzem no que pode ser chamado de “amortecedores”.


Esses são os mecanismos responsáveis por toda essa insensibilidade. Muitas vezes insensibilidade em sentirmos algo profundo pelo próximo (entrega) e muitas vezes por nós mesmos (falta de amor próprio). A falta de auto-valorização é uma outra expressão do não amar a nós mesmos. Valorizamos a opinião do outro, mas não a nossa.


Não estou falando sobre vaidade, arrogância ou convencimento, pois isso não é amor, mas somente medo. Falo sobre ter um grande respeito por nós mesmos e uma gratidão pelo milagre de nosso corpo e nossa mente. “Amor”, para mim, é apreciação a tal ponto que ela enche meu coração ao máximo e extravasa. O amor pode tomar qualquer direção.


Quando nos importamos com as opiniões dos outros, nos privamos de sermos quem gostaríamos de ser. Esse condicionamento instalado em nossas mentes pode ser reprogramado. Não devemos satisfazer o mundo exterior, porque essa busca não terá fim, mas sim satisfazer o mundo interior. A base para sermos felizes está dentro, e não fora, em reconhecimentos, aprovações, e bens materiais.


É fato que nosso ego não consegue compreender como não se importar com a opinião dos outros, mas nossa consciência por trás dos nossos pensamentos consegue observar. Nós somos senhores da nossa vida, somos responsáveis pelo que criamos e deixamos de criar, e toda a manifestação da realidade depende exclusivamente de nós. A opinião do outro é muitas vezes distorcida por percepções enraizadas em seu ser, assim como a nossa opinião demonstra o conjunto de experiências e aprendizados.


 
 
 

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