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Depressão. Não está tudo bem.

  • Foto do escritor: AndréLuiTerapiaHolística
    AndréLuiTerapiaHolística
  • 11 de set. de 2019
  • 2 min de leitura

A depressão é um conceito composto que abarca um quadro de sintomas que vão desde a sensação de abatimento e de inibição à chamada depressão endógena com apatia total.

Para além da paralisação total da atividade e dos acessos de melancolia, a depressão costuma vir acompanhada de uma série de sintomas corporais, tais como o cansaço, insônia, fastio, prisão de ventre, dores de cabeça, taquicardia, dores de costas, transtornos do ciclo menstrual (no caso das mulheres) etc.


O depressivo é vítima de sentimentos de culpa e passa a vida a culpabilizar-se e a procurar redimir-se. A palavra "depressão" deriva do latim 'deprimo' que significa 'subjugar' e 'reprimir'.

Cabe então perguntar o que é que subjuga o depressivo e o que é que ele procura reprimir. Temos três temáticas em resposta a essa nossa pergunta:


1. Agressividade - A agressividade que não é conduzida para o exterior converte-se em dor corporal. A agressividade bloqueada e não exteriorizada dirige-se para o interior e converte o emissor em receptor. Daí resulta, portanto, que aquele que reprime a sua agressividade por medo, reprime igualmente a sua energia e a sua atividade.


2. Responsabilidade - A depressão é a forma extrema de se esquivar às responsabilidades. É a fuga da ação.

O medo de assumir as responsabilidades está no primeiro plano de todas as depressões que se manifestam precisamente quando a pessoa tem de dar os primeiros passos numa nova fase da sua vida, como acontece por exemplo no caso da depressão pós-parto.


3. Renúncia, Solidão, Velhice e Morte - Estes quatro conceitos, intimamente relacionados, abrangem o último conjunto de temas.

Quem sofre de depressão vê-se forçado, violentamente, a enfrentar o pólo da morte. Tudo o que era vivo - movimento, transformação, relacionamento e comunicação - é-lhe arrebatado e o pólo oposto manifesta-se - apatia, imobilidade, solidão, pensamentos mórbidos.

O conflito radica no fato de se temer tanto a vida como a morte. A vida ativa traz consigo a culpabilidade e a responsabilidade, e é isso que se pretende justamente evitar.

O medo da solidão e de assumir sozinho responsabilidades que eram divididas (causado por separação ou morte de alguém próximo), costuma ser alguns dos fatores que desencadeiam a depressão.

Fica-se só, mas não se deseja permanecer na solidão e assumir as responsabilidades. Tal é o medo que se tem de morrer que se deixa de ter capacidade para reconhecer as condições essenciais para a vida. A depressão restitui o indivíduo à sinceridade: torna visível a incapacidade para viver e para morrer.



 
 
 

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